segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Começou a corrida...
Fico imaginando se este movimento fosse ao contrário, como estaríamos melhor, teríamos recebido um aumento digno. Lembrem-se que era somente 3% e o sindicato junto com poucos realmente engajados conseguiram 6,5%.
ACORDEM para a realidade!!! Sei que o sindicato não é nenhuma das 7 MARAVILHAS, mas sem ele, podem ter certeza, a nossa realidade seria MUITO PIOR.
Tenho a plena consciência que o sindicato tem muito a melhorar, precisa urgentemente fazer uma ação de marketing. Mas, mais do que isso, temos que ter a consciência de que a nossa PROFISSÃO está em risco. E depois do "leite derramado" não adianta chorar.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
A greve que não decolou
A greve que não decolou
Movimento sindical racha e, apesar de 24% de atrasos, caos não chega a aeroportos
Lino Rodrigues, Henrique Gomes
Batista e Gustavo Miranda
economia@oglobo.com.br
SÃO PAULO, RIO e BRASÍLIA - Apesar das ameaças, a greve de Natal nos aeroportos brasileiros acabou não acontecendo. Embora, pela manhã, trabalhadores do setor aéreo tenham feito manifestação no Aeroporto de Congonhas (São Paulo), o movimento grevista perdeu força à tarde. As empresas aéreas melhoraram um pouco a proposta de reajuste salarial, fazendo com que os aeronautas, funcionários que trabalham a bordo dos aviões, fechassem um acordo. E os aeroviários, profissionais de terra, se dividiram e aprovaram paralisações no Rio, em Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza e Brasília. Em outras cidades, no entanto, os sindicatos locais de aeroviários decidiram aceitar a proposta das empresas.
O principal impasse entre empresas e trabalhadores era o reajuste médio da categoria. Enquanto os funcionários pediam uma correção de 7% nos salários, as companhias propunham apenas 6,17%, que foi a variação do INPC. As empresas elevaram a proposta para 6,50%, o que acabou conquistando boa parte dos sindicatos, principalmente os aeronautas e aeroviários de grandes praças, como Recife e Porto Alegre.
A paralisação — parcial — ocorreu em Congonhas e no Galeão, Confins (MG), Brasília, Salvador e Fortaleza, no fim da tarde. Mas seus impactos foram reduzidos. Segundo a Infraero, 634 dos 2.567 voos domésticos previstos para ontem até as 21h atrasaram mais de 30 minutos. O percentual de 24,7% de decolagens com problemas, apesar de elevado, foi menor que o de 22 de dezembro de 2010: 38,4%. Em alguns terminais ele foi superior a 50% (Navegantes- SC) ou próximo disso (Congonhas, com 44,7%). No Rio, os atrasos atingiram 32 voos no Santos Dumont (20,3%) e 24 no Galeão (15,2%).
Aeroviários fazem piquete no Galeão
● O Sindicato Nacional dos Aeroviários, com sede no Rio, deu início a greve no Aeroporto do Galeão impedindo a entrada de funcionários que deveriam assumir seus postos às 18h. Segundo a presidente do sindicato, Selma Balbino, o início do movimento de greve, previsto inicialmente para as 23h, foi antecipado para as 16hde ontem. Assim, a categoria ficaria livre de cumprir a liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que decidiu, na quarta-feira, pela obrigatoriedade de 80% do efetivo estar trabalhando sob pena de multa no valor de R$ 100 mil diários para os sindicatos.
— A liminar fala sobre greve nos dias 23 e 24. Para o dia 22, que é hoje, estamos liberados — disse Selma, que reconheceu que ficaria difícil manter o movimento grevista no dia de hoje, e que disse que muitos trabalhadores foram coagidos a trabalhar e dobrar o turno: — As empresas conseguiram que a Infraero liberasse portões irregulares para entrada de funcionários, que não tem sequer aparelhos de raios X.
A Infraero não se manifestou sobre as denúncias de irregularidades e nem sobre o impacto do movimento no terminal. Mas mesmo assim o transtorno causado não foi tão grande. Por volta das 18 horas a gaúcha Alexandra Borges decolou do terminal para Porto Alegre, sem maiores complicações:
— Houve apenas uma demora um pouco maior do avião em solo, de uns 20 minutos. O piloto da Gol avisou que o atraso era pela falta de pessoal para embarcar as malas — disse.
A paralisação de um grupo de trabalhadores de pista logo no início da manhã causou transtornos aos passageiros e afetou as operações das companhias aéreas em Congonhas durante todo o dia de ontem. Por volta das 7h, cerca de 50 funcionários da TAM, que trabalham no apoio em terra, cruzaram os braços, tumultuando a cadência de pousos e decolagens que geraram longas filas e discussões entre passageiros e funcionários das empresas, prejudicando centenas de passageiros. Muitos atendentes dos balcões da TAM foram convocados para ajudar no transporte de malas, e outros foram deslocados para dar apoio a outras operações de pista. Com isso, faltou pessoal para orientar e informar os passageiros, que queriam saber o que estava acontecendo. Foi o caso do supervisor de engenharia Fábio Delli, que tinha bilhete marcado para Brasília às 8h30m, mas teve o voo cancelado e remarcado duas vezes. Com reunião agendada para às 10 horas, ele desistiu da viagem.
Na tarde de ontem, uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP) reuniu representantes dos Sindicato dos Aeroviários do Estado de São Paulo e do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea). Mas não houve acordo. Os sindicalistas não aceitaram os 6.5% oferecidos pelas empresas que, por sua vez, não concordaram em pagar os 7% sugeridos pelo TRT. Assim, o desembargador Jonas Santana de Brito condicionou qualquer paralisação nos aeroportos paulistas à manutenção de 80% dos postos de trabalho ocupados, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.
O sindicato adiou para a próxima segunda-feira a assembleia, que havia marcado para às 17 horas de ontem, para avaliar a proposta das empresas e definir se adere à greve ou não. Reginaldo Alves de Souza, presidente do sindicato, disse que a exigência do TRT inviabiliza o movimento ontem:
— As manifestações que ocorreram hoje (ontem) podem se repetir na semana que vem. Não descartamos uma greve — ameaçou Souza.
Em Viracopos, em Campinas, manifestações também causaram atrasos e cancelamentos de voos. Em Brasília, apesar do sindicato ter anunciado greve no terminal, não se percebia maiores problemas na noite de ontem, apesar do movimento intenso
Aeronauta aceita acordo; aeroviário para em 4 Estados
Pilotos e tripulação desistem de greve; pessoal de pista se divide: SP trabalha normalmente e Rio, MG, DF e CE têm paralisação parcial
23 de dezembro de 2011 | 3h 01
FERNANDO SCHELLER - O Estado de S.Paulo
O Sindicato Nacional dos Aeronautas, que representa a tripulação (comissários e pilotos) em todo o País, aceitou ontem o reajuste de 6,5% do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea), o que deve impedir a paralisação de voos no fim de ano. Já os sindicatos de aeroviários (funcionários que trabalham em terra nos aeroportos) se dividiram e podem ser registradas filas nos terminais. Houve protesto ontem pela manhã em São Paulo - que deve ter serviço normal hoje - e paralisação parcial à noite em outros quatro Estados.
Uma audiência de conciliação entre representantes sindicais da capital paulista e companhias aéreas terminou sem acordo, à tarde. O presidente do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP), Nelson Nazar, propôs um reajuste de 7% para os aeroviários. A categoria aceitou a proposta, mas as empresas insistem em aumento menor, de 6,5%. Apesar da recomendação, Nazar determinou multa de R$ 100 mil por dia aos sindicatos que descumprirem padrões mínimos de atendimento durante os feriados.
Para o presidente do Sindicato dos Aeroviários do Estado de São Paulo (Saesp), Reginaldo Alves de Souza, esses padrões mínimos do TRT-SP, incluindo a obrigação para os sindicalistas de manter 80% do efetivo em serviço, inviabilizou a greve neste fim de ano. "Não vamos fazer nada agora, mas não temos o mesmo impedimento em janeiro."
Outro problema, admite o sindicalista, é que os aeroviários da cidade de São Paulo estão praticamente sozinhos no movimento de greve, uma vez que a maior parte da categoria, que é representada por diferentes sindicatos - alguns ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT), outros à Força Sindical - já aceitou a proposta patronal. Foi o caso, por exemplo, dos sindicatos dos aeroviários de Guarulhos e de Pernambuco, que ratificaram essa decisão ontem, em assembleia.
A maior parte dos aeroviários é ligada ao Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA), da CUT. Os trabalhadores de Recife, Guarulhos e Porto Alegre têm entidades independentes, com a mesma central. Já os municípios de Manaus, Rio de Janeiro e São Paulo também têm sindicatos próprios, ligados à Força. Todos aceitaram a proposta patronal, com exceção do SNA.
Parados. Ontem, o SNA anunciou a paralisação parcial do pessoal de pista (operadores, auxiliares, despachantes de mala e motoristas de trator) nos Aeroportos Tom Jobim (Rio), Confins (Belo Horizonte), Fortaleza e Brasília. Havia registros de atraso de voo, mas o check-in operava normalmente e trabalhadores de outras categorias se revezavam para manter o funcionamento normal.
A presidente do sindicato, Selma Balbino, esteve na noite de ontem no aeroporto internacional do Rio, em protesto com pessoal de pista. Ela informou que a paralisação será reavaliada hoje, a cada seis horas. / COLABOROU SABRINA VALLE, DO RIO
Aeronautas aprovam acordo com empresas aéreas e renovam CCT
Aeronautas aprovam acordo com empresas aéreas e renovam CCT
Os aeronautas aprovaram, nesta quinta-feira (22/12), por maioria, em assembleias realizadas na sede no Rio, subsede em São Paulo e representações, a última proposta apresentada pelo Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA).
Com a aprovação, a greve prevista para iniciar às 23 horas foi cancelada. O acordo foi assinado ainda na quinta-feira, após a decisão democrática dos trabalhadores, na sede do sindicato patronal, no Rio de Janeiro.
A liminar concedida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), considerada exagerada e opressiva, limitando a 20% o efetivo de trabalhadores que poderiam participar da greve e impondo multa de R$ 100.000,00 por dia aos sindicatos, contribuiu para a decisão dos aeronautas em aceitar o acordo.
A assinatura garante um aumento de 6,5% sobre os salários, com ganho real de 0,33% sobre a inflação. O reajuste sobre os pisos salariais, auxílio-alimentação e cesta básica é de 10%.
Os sindicatos de aeroviários cutistas também levaram a proposta para apreciação da categoria e as bases do Sindicato Nacional dos Aeroviários rejeitaram o acordo com o SNEA e estão mobilizadas para a greve. O SNA é solidário à luta dos companheiros aeroviários, ao lado da Fentac/CUT, e pede que os aeronautas em voo nos próximos dias solidarizem-se também com a decisão democrática tirada nas assembleias dos aeroviários.
Para a direção do SNA, o acordo aprovado pelos aeronautas, apesar do percentual pequeno de aumento real, traz uma melhoria importante para os trabalhadores com o índice de 10% sobre os pisos, beneficiando principamente os funcionários das empresas menores. A falta de sensibilidade das empresas, atrasando por quase dois meses a resposta à pauta dos trabalhadores, levando a discussão novamente para o período de festas, mais uma vez prejudicou os sindicatos nas negociações e os usuários do transporte aéreo.
O SNA seguirá na luta para que as empresas valorizem a profissão, defendendo a manutenção e a ampliação de direitos para a categoria.A Diretoria
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
GOL | Aviso aos Acionistas
MZ Center
Aviso aos AcionistasSão Paulo, 22 de dezembro 2011 – A GOL Linhas Aéreas Inteligentes S.A. (BM&FBovespa: GOLL4 e NYSE: GOL), (S&P/Fitch: BB-/BB-, Moody`s: B1), a maior companhia aérea de baixo custo e baixa tarifa da América Latina, informa aos seus acionistas e ao mercado, em continuidade ao Fato Relevante anunciado no dia 07 de dezembro de 2011, que seu Conselho de Administração em reunião realizada em 21 de dezembro de 2011, aprovou aumento de capital social da Companhia.
O Aumento de Capital está inserido na operação de capitalização da Companhia, mediante investimento da Delta Air Lines, Inc. ("Delta"), com a aquisição de 8.300.455 ações preferenciais em forma de ADS da Companhia, a um preço de emissão de R$22,00 por ação. O direito de preferência de subscrição será estendido a todos os acionistas da Companhia.
A capitalização ora anunciada visa otimizar a estrutura de capital da Companhia, fortalecer a estrutura de capital e o patrimônio da Companhia, manter o plano e suas metas de crescimento no curto e longo-prazo e realizar demais investimentos previstos e indispensáveis ao crescimento sustentável da Companhia e à geração de valor ao acionista.
Para acessar o documento na íntegra, clique aqui.CONTATO:
Edmar Lopes
Diretor de Finanças e RI
Gustavo Mendes
Relações com Investidores
Ricardo Rocca
Relações com Investidores
Telefone: +55 (11) 2128-4700
E-mail: ri@golnaweb.com.br
Website: www.voegol.com.br/ri
Twitter: twitter.com/GOLinvestSobre a GOL Linhas Aéreas Inteligentes S.A.
A GOL Linhas Aéreas Inteligentes S.A. (BM&FBOVESPA: GOLL4 e NYSE: GOL), a maior companhia aérea de baixo custo e baixa tarifa da América Latina, oferece cerca de 940 voos diários para 63 destinos que conectam todas as mais importantes cidades do Brasil e 13 mercados internacionais na América do Sul e Caribe. A Companhia opera uma frota jovem e moderna de Boeing 737 Next Generation, as aeronaves mais seguras e confortáveis da classe, com altos índices de utilização e eficiência. Sempre empenhada em buscar soluções inovadoras por meio do uso de tecnologia de última geração, a Companhia – com as marcas GOL, VARIG, GOLLOG, SMILES e VoeFácil – oferece aos clientes facilidade de compra, ampla oferta de serviços complementares e a melhor relação custo-benefício do mercado.
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Nesta quinta-feira, assembleia geral da campanha salarial
Nesta quinta-feira, assembleia geral da campanha salarial.
Venha decidir junto com o seu Sindicato a posição final da categoria sobre as negociações com o SNEA e a greve geral!
O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) convoca os aeronautas de todo o país para Assembleia Geral Extraordinária, nesta quinta-feira (22/12), às 14 horas em primeira chamada, e às 14h30min em segunda e última chamada, para deliberar sobre as negociações realizadas entre os sindicatos cutistas e o SNEA (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias), visando a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho, assim como sobre a greve prevista para iniciar às 23 horas do dia 22.A Assembleia será realizada na sede, subsede e representações.
Contamos com a presença de todos(as)!
- O que: Assembleia Geral Extraordinária da Campanha Salarial
- Quando: 22/12/2011 - Quinta-feira
- Horário: 14 horas (1ª chamada) e 14h30min (2ª e última chamada)
- Local: Sede, subsede e representações
- Objetivo: Avaliar e deliberar sobre a proposta das empresas para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho
Locais:
Sede do SNA: Av. Franklin Roosevelt, 194 – 8° andar – Castelo/RJ
Representação Sindical de Brasília: SRTVS. Qd. 701 conj. E bl. 2/4 Sl. 102 – Edifício Palácio da Rádio II – Brasília/DF
Representação Sindical de Belém: Av. Senador Lemos, 4680 – Sl. 2/3 – Sacramenta/PA
Subsede do SNA: Av. Washington Luiz, 6817/101 – Congonhas – São PauloA Diretoria
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terça-feira, 20 de dezembro de 2011
STJ decide que Canhedo deve entregar gado
20/12/2011
STJ decide que Canhedo deve entregar gado
Por Maíra Magro | De Brasília
A 2ª Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) entendeu que o dono da falida Vasp, o empresário Wagner Canhedo, deve entregar 87 mil cabeças de gado à MCLG Administração e Participações, das quais a maior parte já está em posse do grupo. Em dezembro do ano passado, a MCLG arrematou em leilão a fazenda Piratininga, em Goiás, que era de propriedade de Canhedo. Os donos da empresa - sócios do Laboratório Teuto, da fabricante de remédios genéricos Neo Química e do grupo Hypermarcas - pagaram R$ 310 milhões pelas terras.
Com a falência da Vasp, a Justiça do Trabalho aplicou a desconsideração da personalidade jurídica da companhia aérea - e, com isso, outras empresas de Canhedo passaram a responder pelas dívidas com os trabalhadores, estimadas em mais de R$ 1 bilhão. Nesse processo, a fazenda Piratininga foi penhorada e a posse transferida a sindicatos de empregados credores da Vasp. No documento da penhora, foram identificadas 32 mil cabeças de gado na fazenda. É esse o motivo da discussão analisada na semana passada pelo STJ.
O edital do leilão da Piratininga incluía 87 mil cabeças de gado - mais que o dobro registrado na penhora. Os donos da MCLG defendem que têm direito a receber o total mencionado no edital. Mas a Agropecuária Vale do Araguaia - empresa de Canhedo que era dona da Piratininga - alegou que só poderia entregar as 32 mil cabeças.
O advogado Djalma Rezende, que defende a MCLG, reclamou de tentativas de "fraudar a execução". Ele argumentou que, no momento da penhora da fazenda, não foi possível contar o total de animais, por falta de colaboração dos gerentes. Além disso, afirmou, a Piratininga faz divisa com uma outra fazenda, a Rio Verde, também de propriedade de Canhedo, da qual não estava separada por cercas. "Os oficiais certificaram que havia mais gado que as 32 mil cabeças, mas por falta de logística não foi possível definir a quantidade", diz. De acordo com ele, antes do leilão a Justiça determinou uma nova avaliação da fazenda. "Houve uma recontagem do gado, chegando a 87 mil cabeças." Mas, segundo Rezende, ao tomar posse da Fazenda, os empresários constataram que o total não havia sido entregue.
O STJ definiu que o número que vale são as 87 mil cabeças. A relatora do caso no tribunal superior, ministra Nancy Andrighi, determinou inclusive que o gado ainda não entregue - de cinco a dez mil cabeças - pode ser retirado da fazenda Rio Verde. O advogado Cláudio Penna Fernandes, que cuida dos processos de Canhedo em Brasília, afirmou que vai recorrer da decisão. "Não é possível passar 87 mil cabeças se apenas 32 mil foram enumeradas na penhora. As demais devem ficar à disposição do juízo da recuperação judicial", afirmou. A execução das dívidas da Vasp vem gerando diversas reclamações e conflitos de competência no Poder Judiciário.